Assembleia Geral dos trabalhadores do TJ-SP: Nenhum direito a menos

Autor: 
Ana Carolina Rios

 

“Nenhum direito a menos”, “Fora Temer” e “TJ cumpra a data-base” foram os motes da assembleia geral dos trabalhadores do TJ, que reuniu nesta sexta-feira (10/03) cerca de 600 pessoas na Praça João Mendes, em São Paulo.

O tom das falas dos representantes da categoria foi o de luta e união contra o desmonte e a perda de direitos que está sendo promovida pelo governo, como a Reforma da Previdência, a Reforma Trabalhista, a terceirização, entre outras coisas. Também foi dia de votar a pauta de reivindicações pré-elaborada durante o Encontro Estadual dos Servidores, realizado no dia 18 de fevereiro.

Elisabete Borgianni, presidente da AASPTJ-SP, falou sobre a divulgação feita no Diário Oficial de hoje dos editais de concursos para assistentes sociais e psicólogos, uma conquista dos assistentes sociais e psicólogos em conjunto com os demais trabalhadores, mas frisou que a luta não para aí, tem que continuar cada vez mais forte. “Vivemos em um país perverso, onde um juiz tem coragem de suspender uma sessão com um trabalhador rural só porque está usando chinelos. Vivemos em um país em que um presidente ilegítimo tem coragem de falar que uma mulher vale porque ela sabe o preço dos produtos do supermercado. Estamos em um país onde a má formação dos juízes faz com que eles não percebam a luta pela cidadania do direito de crianças. Estamos em um país onde deputados ganham R$ 100 mil e querem cortar os direitos dos trabalhadores”, alegou.

Também compareceram à praça os deputados do PSOL Carlos Giannazi (estadual) e Ivan Valente (federal). Eles também fizeram um duro discurso contra a Reforma da Previdência e a Reforma Trabalhista. Falaram da importância da mobilização dos trabalhadores do Judiciário paulista não só na Campanha Salarial mas junto à luta geral dos trabalhadores, relembrando os 127 dias de greve em 2010.

A categoria votou e aprovou a pauta de reivindicações, que além do índice de reposição, dos atrasados e das questões de condições de trabalho, também contempla questões específicas, como por exemplo, a equiparação da gratificação judiciária dos assistentes sociais e psicólogos à do pessoal da saúde do TJ-SP.

Aprovou-se também que em solidariedade à greve dos professores que se inicia na próxima quarta-feira (15/03) e contra a Reforma da Previdência, os servidores da Justiça devem paralisar suas atividades e mobilizar-se em suas regiões de trabalho. Por fim, aprovou-se uma nova assembleia geral no dia 5 de maio.


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